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Os noivos da morte e os convidados pro casamento
por Vera Vaccari

Foram muitos os textos sobre novas formas de viver decorrentes da pandemia que ora nos assola.

Mas até o momento, pelo menos, nada nos leva a ver grandes transformações em curso.

A mobilização solidária de camadas da população não falha, bastando lembrar do movimento contra a fome, há alguns anos.

Mas também foram muitas as passeatas em prol do fim do isolamento social em que estamos imersos, organizada por políticos e empresários e envolvendo trabalhadores/as temerosos/as de perder o emprego neste momento em que o desemprego já ocorreu ou se avizinha, em que são tratados como descartáveis, juntamente com idosos e outras parcelas da população.

Foi assustador, nesse contexto, o vídeo transmitido pela televisão das cenas de pessoas praticamente correndo pelos corredores de um shopping center em cidade de Santa Catarina.

Essa população, desesperada para consumir, para quem o anseio pela mercadoria, transformada em fetiche, em bem indispensável, deixa de lado a própria segurança e a de outras pessoas com as quais convivem e a quem provavelmente dizem amar.

Faz lembrar os legionários espanhóis abandonados em África que, marchando ao som de tambores, em clima da Inquisição, ao cantar “soy novio de la muerte”.

Só que, no caso, os convidados para o casamento sãos os outros, nós que nos esforçamos para o bem comum e para o cuidado próprio e de outrem.

Assumir nossa responsabilidade neste momento é um grande gesto de cidadania, de respeito e de amor.

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Vera Lucia Vaccari
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